Alguém sabe dizer quem diabos é esse Marreco?
Futebol de mesa tem muitos “causos” e ao ler mais este você já vai ter se lembrado de outros tantos. Me lembro de ter lido numa revista Placar em 1989 sobre um botonista que ao perder uma partida pra aqueles rivais-mortais que o futmesa cria, o sujeito indo pra casa, atravessando uma ponte pra chegar em casa, jogou o time todo rio á dentro e ainda gritava: “Vai! Time de M...morre tudo afogado já que na hora H vocês afinam!”
Pois é isso, futmesa é essa magia, esse encantamento que atrai crianças e adultos.
Quem não se lembra de um jogador que era o salvador da pátria quando tudo parecia perdido na partida e o danado virava o jogo. E se não fosse ele a chutar, parece que a bola se recusaria a entrar! Eu tive alguns desses salvadores, mas nenhum como um tal de Marreco, do meu América carioca. Nunca vi o Marreco jogar na vida real, nem a posição dele eu sei qual era, mas no meu time era o dono da camisa NOVE. Era ele e mais 10 no time, o rei do pedaço. Cara! Era chutar com ele e correr pro abraço. E ele era igualzinho aos outros botões da marca Jofer dos anos 60, nada de diferente dos outros, a não ser a foto e o nome – Marrreco!
Tinha um amigo, Antonio Carlos, ele tinha pavor do Marreco, acho que se ele pudesse ele pisava em cima, ou roubava ele do time, mas com razão, o Marreco judiava do Antonio Carlos! Chegava aos requintes de crueldade...O meu time, perdendo o jogo por 2 gols de diferença e faltando quase nada por colega comemorar uma vitória sobre o meu time e o Marreco, “olhava” pra mim e dizia: “Passa a bola pra e mim e deixa comigo”. E dito e feito! O Marreco, sem errar a bola, ajeitava e batia sem defesa, e na saída de bola, roubava a pelota e marcava o gol de empate, e em mais uma saída de bola, agora com as mãos trêmulas de Antonio Carlos, Marreco pegava a redonda e mandava no ângulo, sem chances e o som da torcida era abafado com o toque da campainha anunciando o fim do jogo..3x2. Saudades do Marreco, se perdeu em alguma mudança de residência que fizemos em algum ponto no tempo.
Com certeza você se lembrou de algum Marreco em algum time, em algum momento do tempo de botonista. Essa é a magia do botonismo que me referi logo no inicio dessa crônica. Magia gostosa, sem compromissos, sem pressões, esporte-diversão!
Valeu Marreco! Saudades de seus gols!