Os fins realmente justificam os meios?
Maquiavel foi o autor dessa frase: “Os Fins Justificam os Meios”, ou seja, para que você alcance um objetivo, vale a pena fazer qualquer coisa, qualquer meio, para chegar lá.
Tem gente que, infelizmente vive essa frase, tem nela uma filosofia e um modo de vida.
Ter alvos, metas e ambições – isso é necessário para que o ser humano progrida, evolua e melhore de vida, ainda mais nesse mundo tão competitivo em que vivemos hoje.
Mas tudo deve ter um preço, tudo deve ter um limite, tudo deve ter um “basta”.
Em nada nessa vida podemos nos dar o direito de roubar, de burlar, de enganar, de trair, e principalmente, direito de “vender” uma amizade, a confiança que um dia depositaram em você, e você trocar isso à preço de banana! Muito menos dentro de um esporte que é amador, no sentido mais puro da palavra e dentro de um esporte cuja maior conquista, o maior troféu que temos é uma amizade ganha em volta de uma mesa de botão, certo?
Tem gente que se vende, tem gente que se entrega a um suposto e efêmero sucesso a qualquer preço, geralmente à preço baixo. Tem gente que se transforma numa mesa de jogo, ou então que deixa sua máscara cair numa mesa de jogo e mostra quem realmente é, o quanto realmente vale, mostra o verdadeiro caráter e a índole que possui.
Graças a Deus, ganhei muitos amigos em volta de uma mesa de botão, e graças a Deus, também perdi só uns dois ou três supostos amigos em uma mesa de botão.
Também vi isso acontecer não comigo, mas com outros botonistas e você também deve ter vivido ou testemunhado essa experiência, tanto positiva, quanto negativa, não é?
Na última vez que isso me aconteceu, negativamente falando, isso me fez repensar todo meu projeto e visão do botonismo. Hoje não o vejo mais como esporte-competição no sentido mais forte da palavra, como se tivesse sempre que mostrar a alguém que jogo bem ou que sou melhor que os outros. Hoje prefiro joga-lo, pra vencer, lógico, mas por prazer, diversão e principalmente preservar meus amigos e meu nome, minha reputação como pessoa e se possível ganhar partidas e novos amigos. Isso sim tem valor, pra isso sim vale a pena ganhar ou perder, sabendo que sua pessoa, seu nome, continua tendo valor, tendo você, saído vencedor ou derrotado dentro da partida ou de um campeonato.
Mais vale um último lugar com a admiração pessoal pelos outros do que um troféu de campeão forjado e forçado que só servirá para acumular poeira na estante de sua casa.
Maquiavel não jogava futebol de mesa, por isso ele cria que os fins justificavam os meios. Espero que você seja mais botonista e menos Maquiavel durante suas partidas!