quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007


Com seu início na década de 20, o Futebol de Botão, como era chamado, obteve tanto sucesso que em 1988, o CND o reconheceu como esporte e hoje é chamado de Futebol de Mesa. E os troféus mais importantes que se pode conquistar no Botonismo são os AMIGOS! Em Ribeirão Preto, O Clube Ribeirão Preto de Futmesa nasceu dentro de um grupo de amigos e passou a divulgar o esporte de maneira forte em Ribeirão Preto e região, promovendo campeonatos locais e regionais, sempre aberto a novos adeptos. A partir de 12.8.2006 nasce deste referido clube, o Departamento de Futebol de Mesa do Botafogo F.C. e com a força de seu nome e tradição dará continuidade a esse esporte que une gerações!! Se você gosta de Futmesa, morador de Ribeirão ou região, Botafoguense ou não, venha jogar conosco!! Informações mais detalhadas, pelo mail oficial do site. Participe virtualmente da nossa comunidade no ORKUT: Futmesa do Botafogo F.C.
Alí você fica atualizado sobre o futmesa.
Visite-nos na SUB SEDE do Poli Esportivo do B.F.C. à Rua Gonçalves Dias, 450 na Vila Tibério! Salão que fica ao lado da sede da Torcida Fiel Força Tricolor. Temos treinos e jogos tanto para jogadores experientes como para iniciantes no esporte! Esperamos sua visita!!
TODOS os Sábados às 14h00 e Segundas às 19h00.
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LINKS IMPORTANTES



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SITES QUE VENDEM MATERIAL PARA FUTMESA

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EXCELENTES SITES SOBRE NOSSO ESPORTE

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FEDERAÇÃO PAULISTA DE FUTEBOL DE MESA

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FOTOS RELACIONADAS AO FUTMESA

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ONDE JOGAR FUTEBOL DE MESA

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COMUNIDADES DE FUTMESA NO ORKUT

Botafogo F.C.

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Clube Ribeirão Preto de Futmesa:
(Clube-mãe do B.F.C.)

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Comunidade da COPA CENTAURO DE RIBEIRÃO PRETO:

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=27155594

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Minhas crônicas sobre o esporte



Futmesa - Um esporte que une.


O esporte une muitas coisas, ideais, interesses e pessoas.
Dentro de uma equipe, seja ela de futebol, basquete, vôlei, ou mesmo em esportes de duplas, como o tênis, vôlei de praia, tênis de mesa, tem que haver união, para que os resultados positivos apareçam e se mantenham por um longo tempo.
Um país inteiro se une durante uma copa do mundo, nações inteiras torcem, vibram e choram dentro das olimpíadas. O futebol da seleção brasileira deu uma trégua na guerra do Haiti pra poderem ver a seleção canarinho se apresentar. E naquele momento, não havia mais diferenças ou inimigos nem entre aqueles que momentos antes guerreavam.
Mas muitas vezes, essa união se prende apenas dentro dessa equipe e dentro desse país.
Mas o futebol de mesa tem uma particularidade que muitos outros esportes não têm.
Além da esperada união dentro das equipes de futmesa, existe uma união mais forte, pois mesmo querendo vencer seu oponente, você o enxerga como um amigo que gosta tanto quanto você deste esporte. Existe uma solidariedade, uma afinidade entre os botonistas que não se vê tão presente em outros esportes, mesmo durante uma competição. Outra coisa muito particular desse esporte, dentro do tema UNIÃO, é que ele tem o poder de unir para uma partida de futmesa, os sexos masculino x feminino, uma vez que não há contato físico e as mulheres não levam desvantagem alguma nisso.
Outra união possível é das idades. Podemos ver uma pessoa de 70 anos jogar contra uma pessoa de 15 anos, uma vez que a diferença de idade se dissolve ao redor da mesa.
Com isso temos um esporte que proporciona união entre amigos e familiares.
Um grande amigo meu uma vez me agradeceu por tê-lo convidado pra jogar com nosso
Grupo, pois ele, com cerca de 55 anos e seu filho com cerca de 17 anos haviam se aproximado e em volta de uma mesa de botão, jogavam, conversavam como nunca faziam antes, riam, brincavam. Isso tudo tem um nome – Botonismo.
Convidem seus amigos que nunca foram convidados, seus pais e seus filhos e poderão ter o prazer de viverem experiências semelhantes a estas. Botonismo é mais que colocar seu time na mesa e jogar pra vencer. Botonismo não é apenas ganhar DO seu adversário, mas também é ganhar O seu adversário. Ganhar a sua amizade, seu respeito.
Ganhar uma partida é muito bom, mas ganhar ou preservar um amigo, é muito melhor!


Fabricantes de sonhos

Quando ainda jogávamos futebol de botão, no chão, na mesa da cozinha, em qualquer canto que fosse possível, nós comprávamos nossos times em bancas de jornais, lojas de brinquedos, supermercados ou até mesmo em relojoeiros, no caso de montarmos nosso times com as lentes de antigos relógios ou arrancando os botões dos casacos do vovô!
Quem não se lembra da botões das marcas Jofer (anos 60), Gulliver e Estrela (anos 70), Bola-Gol, Crack’s da Pelota e os revolucionários Brianezi – estes últimos três durante a década de 80. A Brianezi lançando a primeira bola redonda, feita por fios de lã.
Os goleiros, anteriores aos Brianezi, eram feitos geralmente de caixas de fósforos, que eram recheados de parafusos, pregos, qualquer coisa que lhes dessem peso e ficavam muito bonitos se revestidos por aquela típica fita adesiva isolante preta – Um luxo!!!
Quantas e quantas partidas você jogou sozinho e ainda narrava os lances e os gols?
Depois evoluímos e nasce o futebol de Mesa com regras distintas e botões totalmente diferentes de tudo aquilo que os antigos jogadores de botão conheciam.
Surgia o material esportivo como traves com filó, bola de feltro, deixamos o chão da sala e a mesa da cozinha e passamos a ter um campo de verdade, grande e bonito!
Desde então passamos a conhecer os fabricantes personalizados. Você passou a escolher a combinação de cores, distintivos, escalações, medidas, ângulos, área de atrito, bainha, chuteirinha, canto-vivo – Minha nossa!! Quanta coisa temos hoje, não é mesmo?
Depois de tudo determinado, entram em ação o que chamo de “fabricantes de sonhos”.
Estes homens com suas mãos precisas, olhos atentos, torno bem ajustado, acrílico de boa qualidade e muita, muita paciência pra atender as exigências de seus clientes.
De uma simples placa de acrílico saem peças redondas, sem vida, sem brilho, apenas peças redondas, que vão, lentamente tomando forma, altura, angulações, combinações de cores, distintivos, números, nomes e por fim – ALMA – Nasce um time de futmesa!!
Os sonhos chegam em caixas de sedex, ansiosamente esperados em seus novos lares, cuidadosamente polidos e entram em campo para fazer brilhar os olhos de seu técnico.
Nesse momento, futebol de botão e futebol de mesa se fundem, se misturam de novo, numa mescla de passado com presente e a alegria de jogar se torna de novo, única!
A coluna deste mês é destinada, como uma simples, mas sincera, homenagem a estes “fabricantes de sonhos” que ao longo destas últimas duas décadas nos tem feito de novo, crianças felizes, seja lá qual for a idade desta criança, seja lá qual for seu nível social, cultural ou econômico, pois no momento em que “brincamos” com nossos times novinhos ou já velhinhos, somos apenas um tipo de pessoa – Botonistas felizes!!
Esta homenagem não poderia ter sido feita em data mais justa, ou seja, estamos no mês que comemoramos o Dia do Botonista – 14 de Fevereiro e por que não dizer também que é o dia em que os “fabricantes de sonhos” são mais lembrados por cada um de nós.
Parabéns a cada um de vocês pelo trabalho que escolheram fazer e obrigado por faze-lo!

Como um carinho especial cito alguns destes “fabricantes de sonhos” que EU conheço:

Lorival de Lima – o Eterno Gepetto em Socorro.
Marcelino Toscano – Pai de nosso amigo Edu da Edu Botões em São Paulo.
Elcio da TempSports em São Paulo..
Roberto da Roberto Botões em São José do Rio Preto.
Frandian em Petrópolis.
Pexe dos Botões Pexe em São Paulo.
Reynaldo da Bola&Botão no Rio de Janeiro.E VOCÊ que também fabrica sonhos, mas não tive o privilégio de conhecer!


Viagem no tempo dos botões que já jogamos.


O ser humano sempre tenta inovar e evoluir. Assim também aconteceu no futmesa.
Desde a década de 20, usava-se o famoso "Celotex", nome que Decourt deu ao Futebol de Mesa, porque a mesa onde era jogado era feita de um material importado, usado em divisórias, chamado "Celotex", isto em 1930.

No fim da década de 60 começa o uso de "tampa de relógio" no Futebol de Mesa. As "tampas" eram na verdade, a cobertura transparente do mostrador de relógios de bolso.
Muitos derretiam vela no fundo da tampa para dar mais peso aos botões de defesa, outros já colavam as carinhas dos jogadores que saiam em jornais e revistas da época.
O goleiro era de caixa de fósforos, “bombado” com parafusos e porcas dentro da caixa para ganhar peso, e depois era ricamente enfaixado com duréx preto ou colorido.

Paralelamente a esse artesanato todo, apareciam os botões da fábrica Jofer, que muitos trocavam os jogadores, já que era possível abrir o fundo do botão e fazer a troca.
As traves eram menores que as de hoje e não tinha filó como rede, mas eram de plástico e os goleiros eram feitos apenas de uma fachada de botão com uma varinha para ser movido. Muitos jogavam movimentando o goleiro, outros já os mantinham fixos.

Em 1972, Paulo Brianezi, lança no mercado botões “Brianezi” feitos em acetato de celulóide e decorados com números e escudos dos principais Clubes do Brasil.
Eram bons de jogo e muito bonitos e foi nessa época que lançaram a bolinha de lã.
Deixava de ser o disco, era redonda, mas em lançamentos longos perdiam a direção.
Ainda nessa época a Estrela cria o “Estrelão” – primeira mesa de botão que se podia comprar, já pronta e demarcada. A Estrela também tinha sua linha de times, mas a sua bola ainda era o disco.

Um dos grandes reflexos do efeito-futebol real no futebol de mesa, nota-se nos anos 80 quando os times comprados no mercado, já não vinham mais com o rosto do jogadores, mas apenas com o escudo do time, pelo fato dos jogadores já mudarem muito de clubes.

Finalmente, em meados dos anos 80, os botões feitos á mão e sob medida, por Marcelino Toscano, pai do Edu, da “Edú Botões”, Lorival de Lima, o Gepeto e outros tantos artistas, sim porque não acho definição melhor pra eles a não ser Artistas do Futmesa, pois criam no torno obras que fazem a magia do nosso esporte.
Botões feitos em acrílico importado, bolas em feltro, precisas, como o jogo exige, traves muito bem feitas, enfim, temos hoje o melhor material em nossas mãos de técnicos.

Ao final dessa breve viagem no tempo dos botões, fica a seguinte pergunta no ar:
Como será a nova geração de botões, bolas e traves?
É nosso dever, na era de informática e games, deixar esse legado vivo em nossos filhos e netos, pra que um dia possamos ter a resposta pra pergunta feita acima.

Privilégio ser botonista há tantos anos como sou, e um privilégio ter feito tantos amigos em torno de uma mesa de botão!




Os fins realmente justificam os meios?



Maquiavel foi o autor dessa frase: “Os Fins Justificam os Meios”, ou seja, para que você alcance um objetivo, vale a pena fazer qualquer coisa, qualquer meio, para chegar lá.
Tem gente que, infelizmente vive essa frase, tem nela uma filosofia e um modo de vida.
Ter alvos, metas e ambições – isso é necessário para que o ser humano progrida, evolua e melhore de vida, ainda mais nesse mundo tão competitivo em que vivemos hoje.
Mas tudo deve ter um preço, tudo deve ter um limite, tudo deve ter um “basta”.
Em nada nessa vida podemos nos dar o direito de roubar, de burlar, de enganar, de trair, e principalmente, direito de “vender” uma amizade, a confiança que um dia depositaram em você, e você trocar isso à preço de banana! Muito menos dentro de um esporte que é amador, no sentido mais puro da palavra e dentro de um esporte cuja maior conquista, o maior troféu que temos é uma amizade ganha em volta de uma mesa de botão, certo?
Tem gente que se vende, tem gente que se entrega a um suposto e efêmero sucesso a qualquer preço, geralmente à preço baixo. Tem gente que se transforma numa mesa de jogo, ou então que deixa sua máscara cair numa mesa de jogo e mostra quem realmente é, o quanto realmente vale, mostra o verdadeiro caráter e a índole que possui.
Graças a Deus, ganhei muitos amigos em volta de uma mesa de botão, e graças a Deus, também perdi só uns dois ou três supostos amigos em uma mesa de botão.
Também vi isso acontecer não comigo, mas com outros botonistas e você também deve ter vivido ou testemunhado essa experiência, tanto positiva, quanto negativa, não é?
Na última vez que isso me aconteceu, negativamente falando, isso me fez repensar todo meu projeto e visão do botonismo. Hoje não o vejo mais como esporte-competição no sentido mais forte da palavra, como se tivesse sempre que mostrar a alguém que jogo bem ou que sou melhor que os outros. Hoje prefiro joga-lo, pra vencer, lógico, mas por prazer, diversão e principalmente preservar meus amigos e meu nome, minha reputação como pessoa e se possível ganhar partidas e novos amigos. Isso sim tem valor, pra isso sim vale a pena ganhar ou perder, sabendo que sua pessoa, seu nome, continua tendo valor, tendo você, saído vencedor ou derrotado dentro da partida ou de um campeonato.
Mais vale um último lugar com a admiração pessoal pelos outros do que um troféu de campeão forjado e forçado que só servirá para acumular poeira na estante de sua casa.
Maquiavel não jogava futebol de mesa, por isso ele cria que os fins justificavam os meios. Espero que você seja mais botonista e menos Maquiavel durante suas partidas!


Futmesa é compromisso.

Temos que de uma vez por todas entender uma coisa importantíssima. Futmesa é lazer sim, mas é oficialmente um ESPORTE desde 1988!
E como qualquer esporte, se você quiser pratica-lo bem, você precisa de treino, dedicação, persistência, regularidade na sequência de seus jogos, praticar muito e resumindo tudo isso, você precisa ter um forte COMPROMISSO com esse esporte! Precisamos aprender a dizer aos amigos não praticantes: “Lamento, não posso. Pois nesse dia pratico o futmesa – já tenho um compromisso.”
Porque inúmeras são as vezes onde as pessoas deixam de aparecer pra jogar porque qualquer outro motivo que tomou o lugar do futmesa.
Infelizmente temos muitos jogadores de botão, mas um número bem mais reduzido de botonistas. O Botonista não abre mão desse lazer e ao mesmo tempo não abre mão desse esporte. Pratica com prazer, mas com seriedade e responsabilidade e acima de tudo com consideração aos amigos, face aos compromissos assumidos em jogos ou torneios.
E não me refiro a ser botonista pelo fato da pessoa jogar bem ou mal.
Você pode ser um craque e continuar a ser um jogador de botão, assim como você pode ser um “palheta-de-pau” e ser um excelente botonista no sentido de ajudar o esporte a crescer, difundindo-o e praticando-o. Tenho percebi em muitos amigos, jogadores de botão e cada vez meos botonistas. Temos que então dar mais valor a este segundo caso e nos unir pra que possamos ter gente com quem se possa contar, com fome de praticar o esporte e não apenas jogar quando não se há nada melhor pra fazer. Aos verdadeiros botonistas, um abraço!


Alguém sabe dizer quem diabos é esse Marreco?


Futebol de mesa tem muitos “causos” e ao ler mais este você já vai ter se lembrado de outros tantos. Me lembro de ter lido numa revista Placar em 1989 sobre um botonista que ao perder uma partida pra aqueles rivais-mortais que o futmesa cria, o sujeito indo pra casa, atravessando uma ponte pra chegar em casa, jogou o time todo rio á dentro e ainda gritava: “Vai! Time de M...morre tudo afogado já que na hora H vocês afinam!”

Pois é isso, futmesa é essa magia, esse encantamento que atrai crianças e adultos.
Quem não se lembra de um jogador que era o salvador da pátria quando tudo parecia perdido na partida e o danado virava o jogo. E se não fosse ele a chutar, parece que a bola se recusaria a entrar! Eu tive alguns desses salvadores, mas nenhum como um tal de Marreco, do meu América carioca. Nunca vi o Marreco jogar na vida real, nem a posição dele eu sei qual era, mas no meu time era o dono da camisa NOVE. Era ele e mais 10 no time, o rei do pedaço. Cara! Era chutar com ele e correr pro abraço. E ele era igualzinho aos outros botões da marca Jofer dos anos 60, nada de diferente dos outros, a não ser a foto e o nome – Marrreco!
Tinha um amigo, Antonio Carlos, ele tinha pavor do Marreco, acho que se ele pudesse ele pisava em cima, ou roubava ele do time, mas com razão, o Marreco judiava do Antonio Carlos! Chegava aos requintes de crueldade...O meu time, perdendo o jogo por 2 gols de diferença e faltando quase nada por colega comemorar uma vitória sobre o meu time e o Marreco, “olhava” pra mim e dizia: “Passa a bola pra e mim e deixa comigo”. E dito e feito! O Marreco, sem errar a bola, ajeitava e batia sem defesa, e na saída de bola, roubava a pelota e marcava o gol de empate, e em mais uma saída de bola, agora com as mãos trêmulas de Antonio Carlos, Marreco pegava a redonda e mandava no ângulo, sem chances e o som da torcida era abafado com o toque da campainha anunciando o fim do jogo..3x2. Saudades do Marreco, se perdeu em alguma mudança de residência que fizemos em algum ponto no tempo.
Com certeza você se lembrou de algum Marreco em algum time, em algum momento do tempo de botonista. Essa é a magia do botonismo que me referi logo no inicio dessa crônica. Magia gostosa, sem compromissos, sem pressões, esporte-diversão!

Valeu Marreco! Saudades de seus gols!



14.2 – Dia do Botonista


Nasce em 14.02.1910, no Rio de Janeiro, Geraldo Cardoso Décourt. Publicitário por profissão, Botonista pela alma. Na década de 20 ele cria e projeta como nenhum outro o futebol de botão no Brasil através de seus botões que ele chamava de “Celotex”.
Publicou em 1930 o primeiro livro de regras desse esporte que praticou com tanto amor.
Em 1957 Geraldo muda-se para São Paulo e graças ao boxeador Eder Jofre, volta ao botonismo após um tempo sem jogar. Em meados dos anos 60 ele se une a outro baluarte do futebol de mesa, de saudosa memória, nosso amigo Antonio M. Dela Torre.
O tempo vai passando, muitas indústrias no país passam a fabricar vários tipos de botões e em meados dos anos 80, chegamos aos botões que temos hoje.
Nessa década, em 1982, Décourt escreve a letra e a musica do “Hino do Botonista”.
E ao findar dos anos 80, o CND reconhece tanto esforço e dedicação em esporte!
Em 2001 é aprovado o projeto-lei do então deputado Ramiro Neves oficializando a data como “Dia do Botonista” que muito em breve estaremos comemorando em 2006.
Não importa a regra que joguemos, o importante é jogar e trazer sempre à tona a memória de personagens tão importantes pra esse esporte que tanto amamos.
Agradeço a todos os que em volta de uma mesa, cultivam e preservam amizades e que de algum modo divulgam esse esporte que une gerações. Obrigado Décourt, pelo seu Celotéx, que virou botão e que se transformou em magia pura em nossas mãos.
Nada mais justo que o dia de seu nascimento ser o dia do botonismo. Que ele seja comemorado com muitas partidas, muitos gols, enfim, muita alegria e diversão!
Parabéns botonista, pelo seu dia, pelo seu esporte!!

Seguem abaixo a letra de nosso hino deixado por Décourt e o link para ouvir a musica.
Repare na letra...Tem grandes ensinamentos e conselhos nela para nós botonistas.

http://www.angelfire.com/de/futebolmesa/hino.html

HINO DO BOTONISTA – Agosto de 1982 – Letra e musica: Geraldo C. Décourt.

Botonista eu sou com justo orgulho
Boto muita fé no meu botão.
Botonista eu sou com muita honra
Isto é verdade, eu não me arrependo não.
Botonista eu sou com persistência
Jogo a qualquer hora com prazer...

Pois jogando em qualquer regra! Eu vou praticando o meu lazer. (bis)

Eu jogo limpo, jogo sério sem esbulho,
Pois pra mim, adversário considero como irmão.

Aviso logo para quem jogar comigo, que somente me vencendo poderá ser campeão!

ESPÍRITO DE BOTONISTA


Eu estava com apenas sete anos de idade quando minha saudosa mãe chegou da rua e me deu uma caixinha com umas peças redondas, transparentes, com fotos de jogadores do Palmeiras e do Corinthians.Peguei aquelas “coisas” e perguntei pra minha mãe – “O que é isso?”Ela me respondeu – “O moço da loja disse que é futebol de botão”.Lembro-me que precisei ir até a loja para que o vendedor pudesse me explicar como se jogava “aquilo”. Engraçado isso, porque de certa forma o futebol de botão me procurou e não eu a ele, e ali começava minha paixão por esse esporte tão fascinante que hoje leva o nome de Futebol de Mesa, reconhecido desde 1988 pelo CND como esporte oficial. Uma vez li em uma revista de esporte que falava de futebol de mesa, que um apaixonado pelo esporte disse que pra ele o jogador de botão tinha ALMA, vida própria, reações dele mesmo, como se realmente tivesse vida. E é interessante como isso tem um pouco de verdade. Quem não se lembra de times que já tivemos que sempre tinha aquele jogador que na hora do aperto te livrava a pele fazendo o gol da vitória ou até mesmo os dois gols daquela “virada” incrível? Tenho certeza que você já se lembrou de um ou mais “salvadores da pátria” e que se a jogada fosse feita com outro jogador do time, o resultado não seria o mesmo. Você realmente se sente o técnico do time, pois você conversa com seus jogadores antes de partidas importantes. Você se sente o massagista do time enquanto você os “massageia” com algum lustra móveis ou algo parecido. Você se sente o roupeiro do time no momento em que decora cada um de seus botões. Você se sente o próprio atleta ao fazer uma jogada brilhante que resulta num lindo gol!! O botão realmente tem alma porque nos temos alma de botonista. O botonista não ganha apenas troféus, mas também ganha amigos, não ganha apenas medalhas, mas também ganha momentos inesquecíveis junto a pessoas que sabem o que é essa paixão. Fazemos grandes amigos em torno de uma mesa de botão!Não temos a divulgação que merecemos junto à mídia, ainda se fala em futebol de botão como jogo de criança, muitos ainda não sabem que é um esporte oficial e também não sabem da existência das federações estaduais, da Confederação Brasileira criada em 1992 em Curitiba, das regras e times oficiais. Não sabem sequer que a bola é redonda!! Mesmo assim, com um certo anonimato, o botonismo é brilhante, une pais e filhos, avós e netos, garotos e garotas que passam horas em volta de uma mesa, fazendo obras de arte com suas mãos mágicas usando a palheta como se fosse sua varinha de condão!Diante de tudo isso, só tenho a agradecer as centenas de pessoas anônimas que tanto colaboram com esse esporte, agradecer ao Sr. Geraldo Décourt pelo impulso forte que deu ao botonismo desde a década de 20, aos atletas que são amigos e adversários ao mesmo tempo, registrar saudades, como do grande colaborador Antonio Maria Della Torre, entre tantos e agradecer a minha mãe que um dia me deu uma caixinha, que nem mesmo ela sabia, que aquela caixinha era cheia de encanto, magia e vida...que hoje poderia resumir seu conteúdo em apenas uma palavra...BOTONISMO.Ribeirão Preto, 12/08/2006 Ricardo Sacco - Diretor do Departamento de Futebol de Mesa do Botafogo F.C.